eletricidade no olho do que ora acontece comigo
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sob a atmosfera do que vou ora escrevendo na ponta da lança,
na ponta da navalha do tempo que ora desanovia
porque tudo possúi uma métrica,
um metro, um espaço, uma medida,
e com todas as medidas assobio o assobio do amerídio uirapuru
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estou no meio do rio emergido nas latitudes
do lodo dos lábios vespertinos de tudo que é verde,
do lodo dos lábios nevoentos de minha mãe
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arde na pele do sapo amarelo o portal,
a passagem para o reino,
para o reino do que é simples
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