vou chamar joaquim calado, mestre mesquita e chiquinha gonzaga para um baile de umbigadas, o rock lundu de edu planchêz pã maçã silattian catarina crystal bate nas panelas, nas pias e nos fogareiros
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Mostrando postagens de fevereiro, 2022
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e é o meu rock a ventaria da sombra (edu planchêz pã maçã silattian) --------------------------- pastilhas de hortelã com gengibre pastinando nas línguas, nas tormentas do que não tem nome, escrita, significancia, significado... eu orfeu de segunda a domingo, rumo ao prisma, rumo a torre da verdadeira identidade, a ciencia das aves, a sinergia do que é assombra, e é o meu rock a ventaria da sombra escrevo o que me vem ao cérebro, escrevo por conta das abstrações, onitorrincas visões, alturas
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lateja em mim o que julgo ter sido tempo perdido, no que errei ou supostamente errei pelo chão da terra, onde estou eu sei, onde estive? onde estive... teceu em mim um bordado de flores e pregos, de ultrapassagens de fronteiras e vertigens, de carpas vermelhas e dragões de komodo paisagens dentro de vidros mentais minuciosamente desenhadas, abruptamente rasgadas hoje aqui chove lembranças, canções longinquas, clara nunes, joão nogueira, rita lee... gira o relógio de zeus, gira em todos os relógios inúmeros pássaros escritores, diversos astros, o céu que eu e meus irmãos viamos pelos meandros da rua marangá
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na eternidade do beijo, nos movediços centauros unicornios, centurias, sim ou não chuva de meteoros, nostradamus, acho que que viu nas telas quânticas dias fatais que seriam esses em que estamos, é possível, há sempre sinais que nos avisam, que nos falam de muitas formas, um delas é por meio das horas, 11:11 por exemplo nos informa que estamos na direção certa, o resto descubra você mesmo, ENQUANTO A PORTA DO GOHOZON ESTIVER ABERTA, NÃO HAVERÁ PORTA BOA FECHADA PARA VOCÊ
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o delirante budha edu planchêz maçã silattian cabe na algibeira do avental de mister frog, pelas beiradas sigo poeta, não mais que poeta, não mais que argola de ouro atada as patas do corcel de mama com o bisturi do vento corto a lona do circo para que os palhaços e os anões voem para os céus da pequena áfrica lundu de madame ciata e pixinguinha hoje mama faz cem anos deitada cá nas almofadas recheadas com macela e alecrim de rio
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curruíra ( edu planchêz pã maçã silattian ) -------- a poesia me levou a todas as provas, dos bambuais do centro técnico espacial ao sanatório da tijuca, do palco do teatro ipanema a esse presente de esmeraldas sáiba, trajano e ricola, que em queda livre decolamos pelas matiqueiras que hoje para mim são todas as serras que se avizinham as arraias e os badejos do mar nosso irmão nos aproximam um do outro, sejamos anúm e curruíra
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nos arcos das sombras formadas pelo corpo da casa, deito a cabeça, a concha que achei nas cavidades donde não há tempo, donde as petalas das flores de jambo vertem-se em deliciosas vermelhas balas, em caminhos de linhas trançadas por mãos maternais, por mãos que andam por cavernas iluminadas, por lanternas mágicas --------- EDU PLANCHÊZ PÃ MAÇÃ SILATTIAN
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e se eu levitasse aqui e agora na tua frente... e se eu conseguisse calcular o número de palavras que já falei... eu nada além de escritor, de escriba, de rascunhador de papiros... dailor varela inda grita das janelas de monteiro lobato, dailor ainda grita, ouço seus gritos, suas mirabolantes silabas
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O LOBISOMEM DO TEMPO ( edu planchêz pã maçã silattian ) ------------------------- "vem chuva ai!" avisa o lobisomem do tempo girando su-eli-ce na velocidade da luz, com suas quatro asas de vespa azul limão, com suas místicas mãos ventiladas de maremotos transcendentais acende a fornalha dos que tudo desejam ele liga seu canhão de vinte mil cilindradas, e com três bilhões de cavalos salteadores sobrevoa a estrada, rajadas de vento, motor cerebral, motor de ancetrais guitarras...de vento hombre, tranca tudo nas gavetas dos cabelos de su-eli-ce que a sétima efervessência cabe ai nos rasgos do teu brusão, arrasta o tempo nas curvas dos pesadelos que Ozzy Osbourne tem a cara de um bizão, de um búfalo engolido por uma cobra que arrasta correntes por dentro dos labirintos da idolatrada mansão dos horrores
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o mar, no mar rei... nas cavidades do rio subterrano que nasce abaixo do fundo oco do reino abissal... e segundo as vozes do fogo mineral, do fogo metálico, as fronteiras das vertigens gemem nas sombras do que não vemos, e ver é fechar-se na cadeia de corais, é reduzir a grão o sentimento dos peixes escamas, eu estive em todas elas, da garoupa ao robalo, do tubarão-martelo ao peixe-gato
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as lindas estrelas do louco universo recortadas estão nas entranhas dos caminhantes solitários solícitos de abstrações infinitas, e eu que tenho como paraquedas as sonoras almas dos poetas, e eu que muitas vezes não compreendo minha mulher, que não me compreendo e choro ao ouvir milton nascimento cantando beatríz de o grande circo místico ---------------------- EDU PLANCHÊZ PÃ MAÇÃ SILATTIAN
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enquanto não entrar o bandoleon, eu não ouso cometer o poema, nem que a larva tussa, nem que o ministro dos roxinóis se erga por dentro dos escorpiões astor piazzola, eu o suplico, arreganhe logo o folem de tuas artesanais mãos que estou a pensar em neruda, és o monarca, o cadeceu as serpentes se entrelaçam acima das d'ouras asas, miríades de grãos se espatifam nas grades tênues de madeimoselle music --------------------------- EDU PLANCHÊZ PÃ MAÇÃ SILATTIAN
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thiago de mello agora é a lama ------------- no piano costuro as anáguas da canção que ora ouves, falo com minha mulher, falo com os desertos, com os que caminham cá, quando digo "cá", falo do sol, das aves, dos olhos das árvores, da roupa lamacenta do rio thiago de mello agora é a lama, e da lama nascem paisagens de lama, bonecos de lama, labirintos de lama
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escamas ------- o mar, no mar rei... nas cavidades do rio subterrano que nasce abaixo do fundo oco do reino abissal... e segundo as vozes do fogo mineral, do fogo metálico, as fronteiras das vertigens gemem nas sombras do que não vemos, e ver é fechar-se na cadeia de corais, é reduzir a grão o sentimento dos peixes escamas, eu estive em todas elas, da garoupa ao robalo, do tubarão-martelo ao peixe-gato
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cabe ao escritor, ao escriba, chapar vossa cara com porra de borboleta ---------------- estampada nas rua do gelo está a carne e os ossos do animal... o etério raio dos que escrevem tenta converter todas essas imagens em fala, em narração, em modulos de comunicação, em verões tórridos, na era das geleiras, num tombo frutal trovejante, cabe ao escritor, ao escriba, chapar vossa cara com porra de borboleta
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"Outsider da galáxia de parnaso", poeta em órbita, no plenúrio, muito além do plenúrio da realeza luna de hoje sob 45 graus celcius segundo estudos de um astrólogo, poseidon já bateu o seu tridente, ele fala de ajustes, de restruturação planetária, eu sendo poeta falo em união familiar, a grande família se unirá, minha poesia sabe disso rosqueio os calibres de minha cabeça nas onduladas luzes das atrevidas flores da sorte
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eletricidade no olho do que ora acontece comigo ------------------ sob a atmosfera do que vou ora escrevendo na ponta da lança, na ponta da navalha do tempo que ora desanovia porque tudo possúi uma métrica, um metro, um espaço, uma medida, e com todas as medidas assobio o assobio do amerídio uirapuru --------------- estou no meio do rio emergido nas latitudes do lodo dos lábios vespertinos de tudo que é verde, do lodo dos lábios nevoentos de minha mãe ----------------- arde na pele do sapo amarelo o portal, a passagem para o reino, para o reino do que é simples
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melhor era ficar no sol escaldante olhando para os céus da zona da norte ------------- arrancando ossos do próprio esqueleto, arrancando as carnes e os pêlos, os raios do relâmpago e as cordas do relógio, as batatas... ------------- atrair as lagartas com os remos dos barcas da cara, atrair as corujas e os morcegos com os espelhos nossa mãe gritava meu nome -antônio eduardo! eu ouvia e fazia ouvido de mercador... melhor era ficar no sol escaldante olhando para os céus da zona da norte
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aqui aparafusando as peças do poema ------------------------ na 3D para na 9D também se aparafusar, o poema sou eu mesmo carregando água para umidecer as sombras ------------------- desintegro-me na lida e no papel, sou a voz raiz dos que passeiam nas sombras com o motor de chocolate ligado, com a capota totalmente abaixada porque é delicioso escrever absurdamente nú, absurdamente nú imortalizando peixes em imagens intocadas, em imagens intocadas meu gênio se lambuza, meu gênio se lambuza em flores hortências jamins murtas damas da noite flor da castanheira de macacos ----------------------------- um brinde ao pincel roberto burle marx
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camadas meus, isolados pelos fios fisicos estamos, há nas histórias desses dias rotundas distancias, articas dores, friagens que nos apunhalam o sentimento, e contamos os mortos, e não há mais como contar os mortos, perdemos as contas, perdemos em lágrimas a compreenção, há um deserto de pessoas, de pessoas que se foram, de irmãos e irmãos que se tornaram paisagem, fotografia, memória
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eu montanha coberta de árvores cobertas de neve, percebo em mim medo, medo da morte, medo, mas amparado pelos alquimistas compreendo que devo mudar minha atitude mental, que as brancas barbas que ora hoje tenho me põe nas alturas dos pastores de ovelhas, ao lado do corvo, de don ruan e o aprendiz carlos, nesse agora sou carlos tingido pela manhã das ervas pela manhã das ervas sou erva entre as ervas, flor de lótus entre as flores de lótus