lateja em mim o que julgo ter sido tempo perdido,
no que errei ou supostamente errei pelo chão da terra,
onde estou eu sei, onde estive?
onde estive...
teceu em mim um bordado de flores e pregos,
de ultrapassagens de fronteiras e vertigens,
de carpas vermelhas e dragões de komodo
paisagens dentro de vidros mentais
minuciosamente desenhadas,
abruptamente rasgadas
hoje aqui chove lembranças,
canções longinquas, clara nunes,
joão nogueira, rita lee...
gira o relógio de zeus,
gira em todos os relógios inúmeros pássaros escritores,
diversos astros,
o céu que eu e meus irmãos viamos
pelos meandros da rua marangá
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